'Biópsia líquida': UFU busca voluntários em Uberlândia para novo tipo de exame de próstata feito através do sangue

'Biópsia líquida': UFU busca voluntários em Uberlândia para novo tipo de exame de próstata feito através do sangue
Emília Rezende Vaz e Vivian Alonso Goulart no Laboratório de Nanobiotecnologia da UFU — Foto: Milton Santos

Estudo é aberto a pacientes que já estão em acompanhamento com urologista no Hospital de Clínicas.
 

Há mais de 2 anos, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) trabalham no desenvolvimento de um novo exame de próstata, que pode detectar o câncer por meio do sangue.

Na atual fase da pesquisa, o Laboratório de Nanobiotecnologia necessita de mais de mil amostras de sangue. Por isso, pacientes que já estão em tratamento ou que têm consulta agendada no setor de Urologia do Hospital de Clínicas da UFU podem participar. Veja como mais abaixo.

A metodologia já foi criada, a patente está registrada e, agora, o projeto coordenado pela professora Vivian Alonso Goulart, do Instituto de Biotecnologia, está em fase de validação.

As amostras de sangue serão usadas nesta fase, que é feita por meio do Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC), vinculado ao Ministério da Saúde, à Organização Panamericana de Saúde (Opas) e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Como participar

Segundo a biomédica Emília Rezende Vaz, que faz pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Genética e Bioquímica e é responsável pelos exames de validação, os pacientes que já estão em tratamento ou que têm consulta agendada no setor de Urologia do Hospital de Clínicas da UFU podem manifestar, para o urologista, o interesse em participar da pesquisa.

Biópsia líquida

O exame chamado de biópsia líquida faz a análise do sangue do paciente, coletado como em um exame de sangue comum.

No laboratório, esse material passa por duas máquinas: uma centrífuga, que separa as suas partes, e um citômetro de fluxo, que conta e classifica essas partes. Assim, é possível observar a presença de células normais, que se desprendem dos órgãos no processo natural de renovação, e também a presença, ou não, de células tumorais.

Os pesquisadores liberam um laudo que vai ajudar o médico no diagnóstico, em conjunto com outras informações, como histórico familiar do paciente e o exame de toque, que continua sendo importante.

As cientistas da UFU destacam que a principal forma de prevenir as doenças prostáticas é com o acompanhamento médico completo.

A pesquisa é financiada por meio de uma parceria público-privada, envolvendo recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) e da empresa privada BioGenetics, de Uberlândia.

Fonte: G1 Triângulo Mineiro

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