Mário Frias insinua que Paulo Gustavo não morreu de covid-19

Mário Frias insinua que Paulo Gustavo não morreu de covid-19
(crédito: Yoiutube/ reprodução )

Secretário de Cultura disse que amiga do humorista teria tido que o problema dele já "não era covid"; Paulo Gustavo morreu em maio do ano passado após 50 dias internado

O secretário especial de Cultura da Presidência da República, Mário Frias, tentou insinuar, durante uma live, nesta segunda-feira (14/2), que a morte do ator Paulo Gustavo não teria sido devido à covid-19. De acordo com ele, uma amiga do humorista, que ele não identificou, que teria feito a alegação pouco antes dele morrer.

"Falei com essa amiga mais de uma hora no telefone, foi um telefonema bem emocionado, a gente estava ali consternado com a situação do Paulo e tal. E lá pelas tantas do telefonema, ela já chorando, falou: olha, o problema do Paulo já não é covid há muito tempo. Veja bem o que eu estou falando: o problema do Paulo já não é covid há muito tempo. Então, nesse telefonema que eu nunca abri para a imprensa, nunca abri para ninguém, ela disse com todas as letras que o caso, pouco antes do falecimento dele, que já não era covid", afirmou.  "Então ela me contou que ele estava num processo já muito debilitado, ele estava respirando por aparelhos, naquela máquina que faz quase uma hemodiálise, que fica passando o sangue pelo organismo. A situação dele era muito grave. Palavras dela: já não é covid há muito tempo", disse. 

Paulo Gustavo morreu em 4 de maio do ano passado, no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, aos 42 anos. A causa da morte anunciada foi por complicações da covid-19, segundo boletim médico.

O humorista ficou mais de 50 dias internado no hospital lutando contra a doença. Ele deu entrada em 13 de março e precisou ser intubado sete dias depois. Sem melhora, os médicos ainda tentaram o tratamento com a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), um equipamento que funciona como um pulmão artificial.

O ator chegou a acordar no início de maio, mas voltou a piorar e teve uma embolia gasosa causada por fístula bronquíolo-venosa e morreu em 4 de maio.

Na live, que era transmitida pelo canal do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Mário Frias estava acompanhado de André Porciúncula, encarregado da Lei Rouanet. Os dois estavam debatendo o projeto da lei Paulo Gustavo, que tenta amenizar as perdas do setor cultural durante a pandemia. O projeto vai ser votado nesta terça-feira (15/2) na Câmara dos Deputados. 

Fonte: Correio Braziliense

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