Ketanji Brown Jackson pode ser primeira mulher negra nomeada na Suprema Corte dos EUA

Ketanji Brown Jackson pode ser primeira mulher negra nomeada na Suprema Corte dos EUA
Ketanji Brown Jackson durante audiência no Senado dos EUA 28/04/2021 REUTERS/Kevin Lamarque/Pool

Por 53 a 47, Senado votou a favor de moção para prosseguir com nomeação de juíza; Jackson tem 51 anos e atualmente atua no Tribunal de Apelação federal de Washington

O Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos votou, nesta segunda-feira (4), a favor da nomeação da juíza Ketanji Brown Jackson na Suprema Corte dos Estados Unidos. Ketanji poderá fazer história como a primeira mulher negra a ocupar um cargo de juíza na Suprema Corte norte-americana.

A moção foi aprovada por 53 votos a 47. Para descartar a possibilidade de um impasse à nomeação, eram necessários ao menos 51 votos.

Todos os senadores democratas e três republicanos — a senadora Susan Collins do Maine, Mitt Romney de Utah e Lisa Murkowski do Alasca — votaram a favor de Jackson.

Os líderes republicanos e democratas do Senado concordam que a juíza é uma candidata bem qualificada, mas esperava-se que quase todos os senadores republicanos se opusessem a ela.

Agora, o líder da maioria no Senado, o republicano Chuck Schumer, se moverá para quebrar uma obstrução do Partido Republicano a Jackson, levando a uma votação final de confirmação na próxima quinta (7) ou sexta-feira (8).

Jackson, 51 de anos, está no tribunal de apelação federal de DC e foi considerada a favorita para a vaga desde que o juiz Stephen Breyer anunciou sua aposentadoria.

Embora seja histórica, a escolha de Jackson não mudará a composição ideológica da corte.

Atualmente, o tribunal tem seis juízes conservadores e três juízes liberais – e Breyer, que se aposentou, vem do campo liberal.

Nomeação

Em fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu Ketanji Brown Jackson como sua candidata à Suprema Corte.

A decisão deu início a um processo histórico que com a confirmação da primeira mulher negra a ocupar o cargo no mais alto tribunal da nação.

Jackson, de 51 anos, atualmente atua no Tribunal de Apelação federal da capital americana de Washington e foi considerada a favorita para a vaga desde que o juiz Stephen Breyer anunciou sua aposentadoria.

Carreira

Jackson trabalhou para o ex-juiz Stephen Breyer e atuou como defensora pública federal em Washington – uma experiência que seus apoiadores dizem ser adequada, dado o compromisso de Biden de colocar mais defensores públicos no tribunal federal.

Ela também foi comissária da Comissão de Sentenças dos EUA e atuou no tribunal distrital federal em DC (Distrito de Colúmbia), como nomeada pelo presidente Barack Obama, antes de Biden a elevar ao Circuito de DC no ano passado.

Quando Jackson foi confirmada no tribunal de apelação, ela teve o apoio de três senadores republicanos.

Como juíza – onde alguns dos casos mais politicamente carregados são arquivados – Jackson emitiu decisões notáveis ​​sobre a capacidade do Congresso de investigar a Casa Branca.

No ano passado, ela estava no painel unânime do Circuito de DC que ordenou a divulgação de certos documentos da Casa Branca de Trump ao Comitê da Câmara sobre a invasão do Capitólio de 6 de janeiro.

Após o anúncio de aposentadoria de Breyer no final de janeiro, Biden começou a revisar materiais, como registros legais e escritos, sobre suas escolhas em potencial, que incluíam Jackson, a juíza da Suprema Corte da Califórnia, Leondra Kruger, e a juíza distrital dos EUA da Carolina do Sul, J. Michelle Childs.

Biden se comprometeu a nomear uma juíza negra da Suprema Corte dos EUA quando estava concorrendo à presidência em 2020.

Fonte: CNN Brasil

Informa Equipe Portal Guim@online - A gente conecta você!